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WITTGENSTEIN - TRACTATUS (4)

• 2006 dias astrás

A ideia de que os nomes devem se referir a objetos é uma visão que vai todo o caminho de volta para o filósofo e bispo Santo Agostinho, sendo esta semelhante à visão de Wittgenstein em Tractatus, mesmo que ele discorra mais criticamente sobre isto mais tarde, na obra Investigações Filosóficas.

É conveniente lembrar que a linguagem, em partes, faz de objetos=nomes; mas não se limita a apenas isto. No parágrafo 2 de Investigações Filosóficas isso pode ser constatado, no primitivo jogo de linguagem que Wittgenstein descreve. Além disso, nós, obviamente, usamos definições ostensivas quando ensinamos a uma criança o uso de palavras como lápis, vaca, carro, gato, etc. Portanto, temos que ser cuidadosos ao afirmar que a linguagem não faz uso do modelo de definição ostensiva. A visão de que a linguagem nomeia apenas objetos é uma descrição muito estreita da linguagem.

Um último ponto a ser feito sobre a nomeação de objetos é que, embora o modelo de definição ostensiva de linguagem aponta para os objetos reais do mundo, o uso de Wittgenstein da palavra nome e objeto é muito diferente do uso de Agostinho, ou do que outros filósofos entendem por estas palavras. Assim, embora a obra Tractatus de Wittgenstein faça uso deste modelo, é muito diferente do que era, ou é pensado como o modelo de definição ostensiva. Isso será visto mais tarde, quando falaremos sobre o uso de Wittgenstein de tais palavras.

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Por: Caio Mariani | www.afilosofia.com.br | caio@afilosofia.com.br | Imagem: luisquintaisweb.files.wordpress.com