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Sofismo e Sofistas (7)

• 2146 dias astrás

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Nesta perspectiva, os usos sofisticos de antilógica devem ser julgados com menos severidade. Na medida em que foi utilizado irresponsàvelmente para garantir o sucesso no debate foi erística, e a tentação de modo a utilizá-la muitas vezes deve ter surgido. Mas onde foi invocado na crença sincera de que elementos da antilógica estavam realmente envolvidos, ou onde ele foi usado para a análise de uma situação complexa, a fim de revelar sua complexidade, então a antilógica não era de forma inconsistente com a devoção à verdade. Isso levanta a questão de até que ponto os sofistas possuíam qualquer visão geral do mundo e deu expressão a todos os pontos de vista filosóficos genuínos, originais ou derivados. Os escritores antigos, influenciados por Platão e Aristóteles, parecem ter excluído os sofistas, além de Protágoras, por suas contas esquematizados dos primeiros pensadores gregos. Escritores modernos têm freqüentemente afirmado que, o que quer que fossem, os sofistas eram filósofos sem nenhum sentido. Mesmo aqueles que reconhecem o interesse filosófico de certas doutrinas particulares atribuídas a sofistas individuais tendem a considerá-los como exceções e afirmam que, na medida em que os sofistas não eram uma escola, mas apenas os professores e escritores independentes, como classe não eram filósofos. Duas questões estão envolvidas: se os sofistas realizaram doutrinas intelectuais comuns e se algum ou todos estes podem realmente ser chamado de filosófico.

Entre os modernos, Hegel foi um dos primeiros a reinserir os sofistas na história da filosofia grega. Fê-lo no âmbito de sua própria dialética, em que cada tese invoca seu próprio oposto, ou antítese, assim ele tratou os sofistas como representando a antítese da tese do grupo de filósofos conhecidos coletivamente como os pré-socráticos. Pré-socráticos, como Tales, Heráclito e Parmênides procuraram a verdade sobre o mundo externo com um entusiasmo ousado que produziu uma série de explicações, cada um alegando ser o correto. Nenhuma dessas explicações do mundo físico deu atenção para o observador e cada um foi levado a rejeitar cada vez mais do próprio tão irreal mundo fenomênico. Finalmente, com os eleatas, uma escola do século 5 a. C. a Elea na Itália, que considerou que a realidade é estática, de que Parmênides e Zenão são representantes, pouco ou nada do mundo fenomenal foi deixado como real. Esta tendência, por sua vez produziu uma crescente desconfiança do poder dos seres humanos para alcançar o conhecimento da base final dos fenômenos naturais. A Filosofia havia chegado a um impasse, e não havia perigo de ceticismo completo. Tal posição extrema, de acordo com a visão de Hegel, provocou a "antítese" do movimento sofista, que rejeitou a "tese" dos objetivistas e atenção concentrada sobre o homem, em vez de sobre a natureza. Para Hegel, os sofistas eram idealistas subjetivos, sustentando que a realidade é apenas mentes e seus conteúdos, e assim a filosofia poderia avançar voltando sua atenção para o elemento subjetivo em saber. A reflexão sobre o contraste entre o pensamento dos sofistas e de seus antecessores produziu as "sínteses" de Platão e Aristóteles.

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Por: Caio Mariani | www.afilosofia.com.br | caio@afilosofia.com.br | Imagem: 2.bp.blogspot.com

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