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Pré-Socráticos: Atomistas

• 440 dias astrás

A escola final dos pré-socráticos foi pluralistas os filósofos dessa escola eram chamados de os atomistas: Leucippus (c. século V aC) de Elea ou Mileto e Demócrito (c. 460-370 aC) de Abdera. Pouco se sabe de Leucipo, que pode ter estudado com Zeno. Acredita-se que Demócrito estudou com Leucipo, e estudiosos acreditam que seus ensinamentos eram essencialmente os mesmos.

Demócrito ensinou que, se ele pegasse uma pedra ou algum material e esmagasse-o até que ele não fosse mais capaz de corte, então ele teria um "a-tomo". A palavra grega tomo significa "cortar", e o prefixo "a" significa "in" (incortável, indivisível). O resultado do corte de uma pedra para o seu estado sem cortes seria um átomo, ou no plural, vários átomos. Átomos modernos são tomados a partir dessa idéia antiga, mas são qualitativamente diferentes.

Demócrito era um pluralista. Para ele, havia no cosmos uma miríade de átomos diferentes. Alguns eram pequenos e suaves como rolamentos de esferas pequenas, outras eram pegajosos como um velcro, enquanto outros eram ásperos com ganchos, ou outros muito pequenos e dissipavam-se rapidamente, como perfume.

Para Demócrito até os deuses eram feitos de átomos movendo-se no vórtice do cosmos, que apareceram para os antigos como a Via Láctea. Existem duas implicações deste pluralismo materialista uma é a negação da eternidade dos deuses e a negação da punição em uma vida após a morte. Para Demócrito as coisas materiais nos cosmos tinham sido criadas por átomos e uma miríade destes combinando-se moviam-se no vórtice.

O configuração do cosmos (que para os gregos incluí tudo o que é) foi o resultado de "ingredientes" acidentais produzidos pela união e pela separação do átomos em diferentes miríades.

Os átomos moveram-se no espaço vazio que não era "nada", como Parmênides tinha ensinado, mas um "não-coisa" no espaço vazio. Desta forma Demócrito distinguiu entre um vazio em que há um corpo de material e nada, que é a ausência total de qualquer espaço e corpo, bem como. As implicações eram que as almas eram átomos que se dissiparam rapidamente e que os deuses tinham a mesma configuração também.

Assim, não haveria sobrevivência eterna da alma e nem julgamento em uma vida futura. No final da era dos pré-socráticos nenhuma solução havia sido encontrada que fosse uma análise conclusiva sobre a natureza do cosmos. O trabalho de Demócrito seria utilizado por Platão e Aristóteles, em suas lutas contra os sofistas.

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Por: Caio Mariani | www.afilosofia.com.br | caio@afilosofia.com.br | Imagem: claudiobadii.altervista.org

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