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Nietzsche (4)

• 2133 dias astrás

Continuação do artigo: Nietzsche (3)

Ao contrário de Schopenhauer, Nietzsche não acreditava em uma vontade cósmica, mas sim na vontade individual. Ele se opõe violentamente a todas as teorias que defendem uma calma aceitação do inevitável. Nietzsche rejeita com veemência toda a moralidade tradicional, e diz que precisamos de uma "transvaloração dos valores", uma revisão completa das idéias convencionais. Ele sustenta que a velha moralidade derivada da filosofia e da religião é errada e prejudicial para a vida humana, estas moral escravizam e retardam as nossas capacidades e potencialidades para o progresso e desenvolvimento.

Nietzsche é um ateu e proclama a morte de Deus: "Deus está morto: mas, considerando o estado da espécie humana é, não será talvez cavernas, para as idades, no entanto, em que sua sombra será mostrada". Esta frase 'Deus está morto', que ocorre repetidamente em escritos de Nietzsche, serve para mostrar o fato de que a ideologia cristã deixou de desempenhar um papel na vida das pessoas, e que a idéia de Deus tornou-se inútil. Com esta morte de Deus, a Europa está sendo assombrada pelo niilismo, a falta de algum, valor ou significado de verdade. Acredita-se geralmente que Nietzsche era um defensor do niilismo, mas devemos entender que isso não é assim. Nietzsche não está satisfeito com o niilismo, ele vê como uma crise a ser enfrentada pelo mundo intelectual. Ele considera que é destrutiva para a cultura humana, e leva a apatia perante a vida. Para Nietzsche, o niilismo é algo a ser superado, a ser transcendido. Ele descreve o niilismo como "vontade de nada", e acredita que esta lacuna do nada é preenchida com um valor de afirmação intencional da vida, com a "vontade de poder".

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Por: Caio Mariani | www.afilosofia.com.br | caio@afilosofia.com.br | Imagem: 3.bp.blogspot.com