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Filosofia política

• 1399 dias astrás

Filosofia política é um campo de investigação que se ocupa da política e das relações humanas, que são consideradas em seu sentido coletivo. Surgiu na Grécia e Roma antiga, onde, na época, discutiam-se os limites e as possibilidades de uma sociedade justa e ideal - Platão deu início, com sua obra A República. O tema, no entanto, que se tornou célebre por transformar a teoria na prática foi Aristóteles, que implantou, em Atenas, o tema do bem comum.

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Representado pelo homem político, o bem comum foi compreendido pelo cidadão habitante da pólis, que opina e reune-se livremente, junto a seus pares, discutindo deliberadamente acerca das leis e das estruturas da sociedade. De acordo com esta teoria, o homem político poderia ter seu espaço de atuação para discutir assuntos de relevância pública.

Em Roma, Cícero praticou a República como espaço das liberdades cívicas, em que ocorre uma complementaridade entre senadores e plebe - portanto, aproximando-os. Esta tese foi retomada mais para frente, no século XVI, por Nicolau Maquiavel.
 
O filósofo francês do século XVI, la Boétie, empregava a história das associaçôes políticas entre os homens, dizendo que esta é a história da própria servidão,e ela, em seu conceito, era voluntária. Esta afirmação envolve várias questões sobre a condição humana, na qual muitas respostas apontam para questões éticas, para aspiração de um bem comum entre os homens. 
 
Ao final da Idade Média, a Filosofia Política e os pensadores refletem sobre a legitimação e a justificação da criação do Estado e do governo. Estes são alguns dos temas e seus respectivos filósofos, que os discutiram/abordaram:
 
- os limites e a organização do Estado frente ao indivíduo (Thomas Hobbes, John Locke, barão de Montesquieu, J.-J Rousseau);
- as relações gerais entre sociedade, Estado e moral (Nicolau Maquiavel, Augusto Comte, Antonio Gramsci);
- as relações entre a economia e política (Karl Marx, F. Engels, Max Weber);
- o poder como constituidor do "indivíduo" (Michel Foucault);
- as questões sobre a liberdade (Benjamin Constant, John Stuart Mill, Isaiah Berlin, Hannah Arendt, Raymond Aron, Norberto Bobbio, Phillip Pettit);
- as questões sobre justiça e Direito (Immanuel Kant, F. W. Hegel, John Rawls, Jürgen Habermas, Michael Sandel);
- as questões sobre participação e deliberação (Carole Pateman, Habermas, Joshua Cohen).
 
- sobre a importância da tradição, da liberdade de comércio, da prudência e da cultura cristã para a manutenção de uma sociedade politicamente e economicamente sadia (Edmund Burke, Russel Kirk, Roger Scruton).
- as questões sobre a contingência, liberdade e solidariedade na acepção do declínio da verdade redentora e ascensão da cultura literária (Neopragmatismo - Richard Rorty).

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Imagem: eticafilosofo.blogspot.com [reprodução].