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Filosofia grega

• 1378 dias astrás

Tema da história que já possui mais de dois mil e quinhentos anos, a filosofia tem sua origem, mais especificamente, no século VI a.C, na Grécia Antiga (onde também tomou suas primeiras proporções). 

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Embora os gregos vivessem em pólis (como chamavam as cidades nações) distintas, que eram rivais entre si, conseguiram alcançar e desenvolver uma comunidade de língua única, religião e cultura, o que marcou o grande avanço da ciência na Idade Antiga.

Esta fase foi responsável pelo avanço de diversas áreas do conhecimento, como as artes, a literatura, a música e, claro, a filosofia. Esta, por sinal, pode se dividir em três fases: o período Pré-socrático, o período Socrático e o Helenístico. 

No primeiro período, a filosofia foi utilizada para explicar a origem do mundo e das coisas ao redor. Os crentes deste período e atuantes em descobrir novas teorias buscavam um princípio que, segundo eles, deveria estar presente em todos os momentos da existência do mundo. Desta fase, os principais filósofos foram:  Tales de Mileto, Heráclito, Anaximandro, Xenófanes e Parmênides.
 
Posteriormente, ciência e filosofia começaram a se separar, e a filosofia passou a ocupar-se, principalmente, do homem e da ética humana. Surgiu, então, a Escola Socrática, inspirada no pensamento de Sócrates (e daí o nome do período Socrático).  Sócrates era um educador que se preocupava mais em conhecer o homem como indivíduo do que os segredos do Universo. Foi ele o criador da célebre frase: "só sei que nada sei". Baseando-se inteiramente na razão e tornando-se um crítico dela, Sócrates acreditava que o aprimoramento humano viria através da educação.
 
Depois veio Platão, discípulo de Sócrates, que também se preocupou com a formação moral do indivíduo baseada na educação. Ele acreditava e pregava que a moral individual deveria ser acompanhada de uma reforma na sociedade. Afirmava, também, existir um mundo superior das idéias, que julgava que seria perfeito. Platão foi autor de várias obras, entre elas, da República, na qual explicava as regras para um Estado perfeito. Se opunha à democracia, pois, segundo ele, o homem comum era despreparado para o governo e incapaz de tomar decisões políticas inteligentes.

Aristóteles foi, por sua vez, principal discípulo de Platão. Foi considerado o filósofo grego que mais influenciou o Ocidente, deixando trabalhos preciosos nas áreas da Física, da Biologia, da Astronomia e da Política.  No plano social, Aristóteles defendia o escravismo, afirmando que alguns indivíduos nasceram para ser escravos e outros não.

Já o chamado período Helenístico foi conhecido por um marco entre o domínio da cultura grega e o advento da civilização romana. As inspirações gregas foram se disseminando nesta época, por toda uma região exterior conquistada por Alexandre Magno, rei da Macedônia. Com suas investidas bélicas, Magno incorporou ao universo grego o Egito, a Pérsia e parte do território oriental, incluindo a Índia. E, então, a sociedade que era grega, apenas, se tornou heterogênea - por assim dizer.

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Imagem: lounge.obviousmag.org [reprodução].