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Filosofia de Rousseau

• 1565 dias astrás

A essência da filosofia de Jean-Jacques Rousseau é a crença de queo homem é bom naturalmente, embora sua vida sempre esteja subjugada pela sociedade, a qual o predispõe à depravação. Para Jacques, o homem e o cidadão são padaroxos da natureza humana, pois é o reflexo das incoerências que se instauram na relação do ser humano com seu grupo social - e isto, inevitavelmente, o corrompe.

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Rousseau foi um dos principais filósofos do Iluminismo. Para ele, é a sociedade que o transforma em uma criatura má, a qual só pensa em prejudicar outras pessoas. Em virtude deste pensamento, o filósofo idealiza o homem em estado selvagem - pois alega que sua primitividade é ser generoso. Dentre os equívocos cometidos pela sociedade está a prática da desigualdade, tanto individual, como a que é provocada pelo contexto social.

Neste caso, Rousseau engloba a presença negativa do ciúme no relacionamento afetivo e até mesmo a instauração da propriedade privada como base da vida econômica. Ainda assim, o filósofo acredita que há um caminho para reconduzir o indivíduo à sua antiga bondade, o qual é teorizado politicamente em sua obra chamada Contrato Social. Rousseau crê que a carência de igualdade na personalidade humana é algo que integra sua natureza - mas que a desigualdade deve ser eliminada, pois esta priva o homem do exercício da liberdade. Ele sugere substituir esta prática pela devoção aos aspectos exteriores e às normas de etiqueta.

Em sua obra "Discurso sobre a Origem e os Fundamentos da Desigualdade entre os Homens", Rousseau avalia a questão da maldade humana. Para analisar de maneira mais clara essa característica, ele estabelece três estapas evolutivas na jornada do homem como ser-humano: o 1º estágio se refere ao homem natural, subjugado pelos instintos e pelas sensações, sujeito ao domínio da Natureza; o 2º se refere ao respeito ao homem selvagem, já impregnado pelos confrontos morais e pelas imperfeições e o 3º, que se refere à condição do homem civilizado, marcado por intensos interesses privados, que sufocam sua moralidade.

A partir deste processo, segundo sua teoria, o indivíduo se converte em um ser egoísta e individualista, transformando sua bondade natural, gradualmente, em maldade. O homem abre mão de sua liberdade e assim se desqualifica enquanto ser humano, pois se desprende do principal veículo para a realização espiritual. A solução apontada por Rousseau para esta situação é focar no autoconhecimento, através do campo emotivo da humanidade.
 
Rousseau também defende a formação do homem natural no seu lar, junto aos familiares, porque isto constitui dele um ser integral, voltado para si mesmo, que vive de forma absoluta. Já o cidadão deve ser educado no circuito público proporcionado pelo Estado, pois este é apenas uma parte do todo, e por esta razão, vive-se uma vida relativa. O aprendizado social, segundo o filósofo, não produz nem o homem, nem o cidadão, mas um misto de ambos. Aliar as duas vertentes implica investir no saber do ser humano em seu estágio natural – por exemplo, a criança –, e o cidadão só existirá a partir desta condição, a qual tem como base a Natureza e, como liga, a trajetória individual.

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Imagem: Info Escola [reprodução].