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Bergson (2)

• 2004 dias astrás

Continuação de Bergson (1)

A obra-prima de Bergson, “Evolução Criadora”, apresenta uma drama de conflitos entre duas forças antagônicas. O filósofo acreditava que o mundo está dividido em vida e matéria, o que ele via como dois movimentos opostos. A vida é uma força, um impulso vital para qual a matéria é uma resistência, uma inércia a ser superada, e a vida está sempre lutando para libertar-se das cadeias pesadas da matéria. As duas forças são apanhadas na outra, acorrentadas e entrelaçadas. Elas são prisioneiras de si e estão sempre tentando se libertar. Segundo Bergson, esse conflito entre vida e matéria que resulta na chamada evolução, e o produto das duas é ramificado em diferentes níveis. A evolução é o crescimento e o progresso do impulso da vida, mas ao contrário da evolução darwiniana mecanicista, que sustenta que o futuro é determinado pelas condições passadas, Bergson acreditava que a evolução seja verdadeiramente criativa, como a obra de um artista.

Há uma novidade em evolução, mas não pode ser prevista; a vida inova e cria a cada passo. O Futuro é criado por um impulso da vida na nova criação, o élan vital, que é tão nova quanto um artista. A vida primeiro dividiu-se em plantas e animais, porém, mais tarde, nos animais havia outra dicotomia: a do intelecto e o instinto. É o instinto que trabalha em formigas e abelhas e lhes permite criar formigueiros e colmeias com perfeição. Bergson chama o melhor de instinto de intuição. No topo da cadeia da evolução temos o homem, no qual a inteligência é dominante e o instinto foi suprimido. No entanto, este instinto ainda existe, escondendo-se na consciência que une toda a vida na corrente do 'tempo de vida' ou 'duração’. O intelecto foi desenvolvido pela vida para entender a matéria, as coisas sólidas inertes. Este só pode pensar em termos de separação e descontinuidade, não foi projetado para compreender a vida e, portanto, é naturalmente incapaz de compreender a realidade nela contida. Não se pode compreender o fluxo contínuo das coisas, o devir da vida. Para perceber a natureza da vida, temos de confiar na intuição como nosso guia.

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Por: Caio Mariani | www.afilosofia.com.br | caio@afilosofia.com.br | Imagem: devoir-de-philosophie.com/images_dissertations/98720.jpg

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