História >

Arthur Schopenhauer (2)

• 2093 dias astrás

Continuação do artigo: Arthur Schopenhauer (1)

Mas a vontade, que é a coisa-em-si, não pode consistir em uma série de vontades. Schopenhauer, como Kant, acredita que o espaço e o tempo são apenas modos de percepção e não aplicáveis ao númeno. Assim, a vontade é nem no espaço, nem no tempo. O espaço é a causa da pluralidade, sem espaço há somente a unidade. A vontade é, portanto, uma e atemporal. Essa crença em uma única vontade cósmica revela a influência do misticismo em Schopenhauer. Não existe indivíduo separado, é apenas uma ilusão. Na realidade, existe apenas uma vontade.

Schopenhauer, sendo pessimista, acredita que a vontade é um impulso irracional sem sentido. É totalmente desprovido de qualquer racionalidade. A vontade é mau e o mal, a causa do sofrimento interminável. É um cego, irracional impulso de auto-preservação. É a vontade de viver. É um impulso interminável e cego, sem nenhum propósito ou objetivo. Ela não tem conhecimento, não é ligada por nenhuma lei, e é absolutamente livre e autodeterminada. Não há sentido, não há razão, não há Deus, e sim uma eterna vontade frustrada, um impulso incessante sem propósito. Aqui, Schopenhauer está em contraste com Hegel, que acreditava em uma razão absoluta.

A vontade aparece na natureza sob a forma de forças mecânicas, como a vida em plantas e em animais vegetativos, como instinto. E, finalmente, no homem, adquire consciência. E com a consciência vem o sofrimento. O que indica o querer, um desejo insatisfeito. O desejo é infinito; suas concretizações não o são, e, portanto, o desejo nunca está satisfeito, está sempre com fome. Não existe tal coisa como felicidade. Um desejo não realizado causa dor, e se cumpriu causa satisfação. É a satisfação que os outros chamam felicidade, que é basicamente negativa, pois representa nada mais que uma cessação da dor. Um desejo cumprido leva ao tédio e ao aborrecimento, resultando em muitos mais desejos, é um processo interminável. A vida é o mal, e não há nada, mas uma luta contínua e guerra. A dor aumenta à medida que os organismos vão cada vez mais alto na evolução. Conhecimento não oferece qualquer solução, pois torna mais um consciente da vontade do mal e da dor da vida. O gênio sofre mais do que tudo. A vida é nada mais do que uma miséria dolorosa.

Continua no artigo: Arthur Schopenhauer (3)

Quer ler mais sobre filosofiaciênciaeconomia e história? Acesse o maior portal de filosofia do paísA Filosofia!

Por: Caio Mariani | www.afilosofia.com.br | caio@afilosofia.com.br | Imagem: flatrock.org.nz

filosofia | arthur schopenhauer | schopnehauer | filosofia schopenhauer | filosofia arthur schopenhauer | filosofo schopenhauer | filosofo arthur schopenhauer | schopenhauer resumo | schopenhauer historia | arthur schopenhauer resumo | arthur schopenhauer historia | o mundo como vontade e representação | votande schopenhauer | pessimismo schopenhauer