História >

Apolineo e Dionisiaco

• 1752 dias astrás

"Teremos ganho muito para a ciência estética ao chegarmos não só à compreensão lógica, mas também à imediata segurança da opinião de que o progresso da arte está ligado à duplicidade do Apolínico e do Dionisíaco; de maneira parecida com a dependência da geração da dualidade dos sexos, em lutas contínuas e com reconciliações somente periódicas. Estes nomes tomamos emprestados aos gregos, que manifestam ao inteligente as profundas ciências ocultas de sua concepção artística não em idéias, mas nas figuras enérgicas e claras de seu mundo mitológico." - Nietzsche em "A Origem da Tragédia"

Nietzsche começa sua obra - "A Origem da Tragédia" - com essas palavras, e nesta obra este tenta estabelecer um fundamento para uma norma cultural, através do elementos dionisíaco e  da atitude apolínea.

Segundo Nietzsche os gregos tinha consciência do aspecto negativo da vida, da sua inexplicabilidade e sua periculosidade, porém não se entregavam ao pessimismo, e sim moldavam o mundo e a vida através da arte, conjurando um otimismo ao transformar a realidade em um fenômeno estético, e faziam de duas formas, a mentalidade apolínea e a dionisíaca.

O apolíneo é a individualização, é símbolo de luz, de medida, de limite, é a arte que procura cobrir o mundo com uma cortina estética, de forma perfeita e bela, fazendo-nos ser capaz de resistir ao pessimismo através de uma ilusão da realidade criada pela arte.

O dionisíaco é a afirmação triunfal da realidade e suas contingências, é se unir a existência em todo sua verdade, contradição e terror. Através da embriaguez os limites, as medidas, a luz caem no esquecimento, e nessa experiência as barreiras estabelecidas pelo principio da individuação são quebradas, e nasce a volúpia, a desintegração do eu, e a ligação do ser humano com a realidade nua e crua. Fazendo-o entender que o apolíneo é apenas uma ilusão.

As expressões da forma apolínea são a mitologia olímpica, as artes épicas e artes plásticas. As formas peculiares ao dionisíaco  são a tragédia e a música. A tragédia é a transformação da realidade em um fenômeno estético, mas sem cobrir a realidade.

Quer ler mais sobre filosofiaciênciaeconomia e história? Acesse o maior portal de filosofia do país, A Filosofia!

Por: Caio Mariani | www.afilosofia.com.br | caio@afilosofia.com.br | Imagem: ipt.olhares.com

a filosofia | filosofia | apolo | dionisio | a origem da tragedia | a origem da tragedia resumo | a origem da tragedia Nietzsche | Nietzsche | tragedia Nietzsche | apolineo dionisiaco | apolo dionisio | fenomeno estetico